OCUPAÇÃO VITORIOSA!

Na última quinta-feira estudantes da UFSC decidiram em Assembleia Geral ocupar a reitoria por considerar insuficientes as medidas tomada pela reitoria desde o início do semestre, desde quando houve vários atos e uma semana de vigília. Após o reitor ter garantido o não corte de vagas no curso de economia e ter se posicionado pela abertura de diálogo por parte do governo federal em relação às reivindicações dos servidores técnico-administrativos, propôs na Assembleia aumentar o valor da Bolsa Permanência para R$ 420,00 reais (que não cobria o reajuste da inflação do período), no entanto, com o corte de 150 novas bolsas.

Após um dia de ocupação o movimento cresceu e os estudantes chamaram o reitor para uma mesa de negociação, demonstrando disposição ao diálogo. Nesse momento, a administração central se mostrou irredutível, fechando qualquer canal de negociação, dizendo que não negociaria com os estudantes até que desocupássemos a reitoria. Debatemos nossas propostas logo após a primeira reunião de negociação e determinamos que não sairíamos da reitoria sem tentar novamente uma abertura de diálogo e uma futura conquista. No terceiro dia de ocupação buscamos novamente o diálogo com o reitor e a segunda reunião mostrou que nossas expectativas com a futura negociação estavam corretas, pois o reitor ao fim da reunião ventilou uma proposta. Manteria o aumento da Bolsa Permanência de R$ 420 sem o corte das 150 novas bolsas. Compreendemos que era ainda muito insuficiente, além de não haver nenhuma garantia formal assinada pelo reitor.

Discutimos mais uma vez na ocupação e decidimos resistir, chamando mais uma reunião de negociação no quarto dia de ocupação. Como antes, as reuniões da ocupação só cresciam, contando em vários momentos com mais de uma centena de estudantes. A reivindicação do aumento estava pautada na inflação de 2008 a 2011 segundo dados do IBGE, valor calculado em R$ 441,04, o mínimo sem o qual não desocuparíamos a reitoria. Além disso, reivindicamos a criação de uma comissão paritária e permanente que discutiria o reajuste anual da bolsa permanência, uma audiência pública que avaliaria as propostas da referida comissão, a manutenção das 150 novas bolsas cortadas, garantia de todas as conquistas do movimento (manutenção do posicionamento contra o corte de vagas, calendário da conclusão das obras e o reconhecimento das reivindicações dos servidores e pela abertura de diálogo por parte do governo), além da garantia de não criminalização dos estudantes e/ou suas entidades que participaram da ocupação. Esta terceira reunião foi, na verdade, a única que realmente garantiu a negociação por parte da reitoria. Saímos dela com todas reivindicações assinadas, com exceção do aumento para R$ 441,04.

Após avaliarmos a proposta por escrito do reitor, a assembleia da ocupação decidiu fazer mais uma contra-proposta, demonstrando real abertura ao diálogo por parte do movimento. Nossa proposta era que o reajuste de 2012 da Bolsa Permanência partisse do mínimo de R$ 441,04. Fizemos a última conversa de negociação com o reitor por telefone e saímos vitoriosos!

 

Nossas vitórias:

 

1)      Reajuste imediato da Bolsa Permanência para R$ 420,00;

2)      Manutenção do edital que lança 150 novas Bolsas Permanência;

3)      Criação de uma Comissão Paritária Permanente para o reajuste anual da bolsa, com o mínimo de 5% (R$ 441) para início de 2012;

4)      Audiência Pública sobre os trabalhos da comissão;

5)      Garantia das conquistas do movimento estudantil acordadas previamente à ocupação da reitoria (posicionamento contra o corte de vagas, calendário de conclusão das obras);

6)      Reconhecimento das reivindicações dos servidores técnico-administrativos e pela abertura de negociação pelo governo federal;

7)      Não criminalização dos estudantes e/ou das entidades estudantis que realizaram a ocupação.

 

Esta luta é um exemplo e demonstra a força do movimento estudantil organizado. A ocupação é um instrumento de luta legítimo e muitas vezes necessário. A decisão que os estudantes tomaram em assembléia resultou em avanço nas conquistas e no fortalecimento do movimento estudantil.

Chamamos todos estudantes a seguir na luta, pois unidos teremos ainda mais vitórias.

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Assembléia Extraordinária

Nesse momento, a comissão de negociação acaba de sair da reunião com a Administração Central!

 

Assembléia Geral Extraordinária da Ocupação, AGORA no Hall da Reitoria.

REITOR ACEITOU NOVA MESA DE NEGOCIAÇÃO

Neste momento o reitor Alvaro Prata aceitou a proposta de uma mesa de negociação com os estudantes hoje, as 16h, mas reafirmou que não quer negociar e que esta será a “ultima” reunião.

Também esperamos que seja a última, reitor!
Atenda as reivindicações dos estudantes!
Chamamos a todos a virem hoje participar das atividades da ocupação e, esperamos, comemorar o sucesso desta ultima reunião.

Primeiro a Água, agora a Internet

Isso mesmo, as tentativas de dificultar nossa movimentação são constantes, agora, os estudantes da UFSC ocupados na reitoria além de estarem sem agua  nos banheiros também não podem mais divulgar suas ações e novidades de dentro do prédio pois a rede wirless foi cortada. Não seja por isso! ainda pegamos um pontinho de fora.

Água da reitoria cortada

Na tentativa de coagir o movimento estudantil, a reitoria cortou  nesta manhã a distribuição de água do prédio da administração central onde se encontra a ocupação dos estudantes. Esta postura reafirma a falta de disposição da reitoria de tender as revindicações justas do movimento. Não será pela falta d’água que os estudantes sairão da reitoria. Reivindicamos a reitoria reabra a negociação com os estudantes e que sejam atendidas nossas exigências de aumento imediato da bolsa permanência, a criação de uma comissão paritária para reajuste anual da bolsa, a manutenção do edital que lança 150 novas bolsas, e a não criminalização do movimento estudantil.

Nota da ocupação sobre a primeira reunião de negociação com a reitoria

       Nesta sexta-feira, dia 26 de agosto, ocorreu a primeira mesa de negociação entre reitoria e estudantes para debater as reivindicações estudantis deliberadas em Assembleia Geral, que contou com a participação de mais de 700 estudantes e culminou na decisão de ocupação da reitoria, por tempo indeterminado. Essa reunião foi convocada pelos próprios estudantes em menos de 24 horas de ocupação mostrando, dessa forma, a disposição do movimento estudantil em seguir com as negociações iniciadas durante a vigília.
       Após a reitoria divulgar em nota oficial que “as negociações foram encerradas unilateralmente” pelos estudantes, a comissão de negociação da ocupação se deparou com o fechamento de diálogo por parte da reitoria durante essa reunião. O posicionamento da reitoria em relação à ocupação foi de que não haverá mais negociações com os estudantes enquanto a situação permanecer desta forma.
       A situação certamente não se resolverá pela tentativa da administração central de deslegitimar uma Assembleia tão expressiva. Ficou clara a tentativa de criminalização do Movimento Estudantil, inclusive pela iminente possibilidade de intervenção da polícia no campus.
       É importante ressaltar que durante o período de vigília, e mesmo em assembleia geral, as “negociações” propostas pela administração central escondiam o fato de que o tal aumento para R$420,00 do valor da bolsa, ainda insuficiente, representava o corte do número de bolsas oferecidas, como ficou evidenciado no cancelamento do edital que abriria 150 novas bolsas. Ou seja, na verdade o tal aumento nada mais era do que uma redistribuição do orçamento destinado às bolsas permanência, e não um aumento efetivo do investimento na permanência estudantil.
        Exigimos um real aumento da bolsa permanência compensando o índice da inflação dos anos sem reajuste, o que significa um aumento imediato para R$ 470,00. Por esta razão os estudantes continuam ocupados na reitoria e a desocupação neste momento só depende do reitor.
        Desde já reforçamos que estaremos sempre abertos ao diálogo e solicitaremos novas reuniões de negociação com a administração central.

Ocupação da Reitoria – Nota de Esclarecimento

Primeira Assembleia Geral dos Estudantes da UFSC, 25 de Agosto de 2011

Depois de um processo de mobilizações que culminaram no Ato “Prata receba meu recibo”, ocorrido dia 17/08, iniciou-se uma vigília no hall da reitoria. Essa vigília teve como objetivo fazer com que o Reitor Álvaro Prata se manifestasse publicamente a respeito dos problemas que se tornaram evidentes desde o final do semestre passado, com a falta do R.U., e da B.U., demonstrando a precarização da estrutura universitária.

No processo de negociação estabelecido durante a vigília obtivemos algumas conquistas, como o posicionamento do reitor contra a redução de vagas na UFSC. Porém o corte de vagas também ocorre de forma indireta, através da falta de políticas de permanência, fazendo com que muitos estudantes abandonem seus cursos. Por isso, exigimos que se faça, ao menos, um reajuste da bolsa permanência com base na inflação ocorrida entre 2008 e 2010, que eleva a bolsa à R$470,00, democratizando assim o acesso e a permanência ao ensino superior.

O aumento proposto pelo reitor sequer atende este reajuste inflacionário. Sua proposta, de R$420,00, não somente é insuficiente, como também se baseia na redução do próprio número de bolsas. Durante toda sua gestão o Prof. Prata não concedeu nenhum reajuste da bolsa permanência e o aumento do número dessas não acompanhou o processo de expansão de vagas ocorrido na universidade durante o mesmo período.

Como o reitor se nega a atender este pedido, os estudantes em assembleia, no dia 25/08, votaram por ocupar a reitoria. É preciso deixar claro: não estamos tomando nenhuma atitude precipitada ou autoritária, como afirmou o Prof. Prata em nota publicada à comunidade. O instrumento da ocupação só foi utilizado diante da constante negativa do reitor em atender a reivindicação de ajuste da bolsa permanência e as demais pautas. Esta é uma decisão interna da universidade (orçamentária) e só depende das prioridades da reitoria. Em nenhum momento nos negamos a ouvir o reitor e, mesmo em ocupação, reiteramos que estamos abertos ao diálogo e às negociações.

Somente nos manifestando e pressionando a reitoria de forma enfática é que teremos nossas reivindicações atendidas. A ocupação é um instrumento legítimo utilizado pelo movimento estudantil para conquistar suas pautas de luta. Esperamos que toda a sociedade compreenda que esta não é uma luta só dos estudantes, mas de todos aqueles que defendem o ensino público, gratuito, de qualidade e de amplo acesso.

Não é a ocupação da reitoria que prejudica os estudantes, como afirmou o Reitor, mas sim a falta de estrutura e sua irresponsabilidade administrativa e política que precarizam o ensino. Não estamos exigindo nem menos, nem mais, apenas o que nos é de direito. Convidamos todos a construir essa luta conosco.